segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os "ministro" de Dilma!

       Desde de o começo de seu mandato a Presidenta Dilma Roussef defendeu os direitos humanos no Brasil. A polêmica sobre documentos com sigilo eterno poderia ter seu fim próximo. E quando todos podiam esperar um grande atrito entre o Ministro da Defesa,  Nelson Jobim, e a secretária de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário, aconteceu o que acontece entre pessoas decentes, uma pequena troca de arranhões e um acordo de trabalho. 
       Já a escolha da Ministra da Cultura, Ana de Holanda, agradou a todos. Afinal, quem não se encanta com os olhos de seu irmão, Chico Buarque? Outro nome indiscutível era o de Antonio Palocci. Deputado Federal entre 2006 e 2010, grande articulador da campanha de Dilma, Palocci tinha seu lugar ao sol garantido na Casa Civil. Fernando Haddad, remanescente do governo Lula se manteve no ministério da Educação.
       Contudo, nem tudo que reluz é ouro. Ana de Holanda é alvo de diversas críticas quanto a um possível retrocesso na política de Direitos Autorais, apenas por tirar do site do ministério da cultura o selo do Creative Commons, que é um sistema de gestão de direitos autorais alternativo ao copyright. Já o ministro Antonio Palocci aumentou seu patrimonio em aproximadamente 200% nos últimos 4 anos, ou seja, durante seu mandato como deputado federal. No congresso, a oposição articula para conseguir o mínimo de assinaturas necessárias nas casas para instaurar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que covoque o senhor ministro para dar esclarecimento de seu enrequecimento. No caso de Haddad, o ministro teve que justificar erros de português nas cartilhas de ensino distribuidas pelo MEC. Erros como "Os livro estão emprestado.", ou seja, injustificáveis.
     Sem dificuldades políticas para aprovar projetos no Congresso Nacional a Presidenta, fora do Congresso a chefe do Executivo do país tem de lidar com estas pressões políticas. Até agora ela tem se saído muito bem, mas acredito que tenha passado na cabeça dela por um momento: E agora José?

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