Para grande parte dos cidadãos brasileiros a política é um campo situado em outro universo. A aparente distância entre poder e cidadão, na qual o poder está sempre nas mãos de políticos de má índole e que tem em mente apenas o enriquecimento pessoal (muitas vezes ilícito), e o cidadão é caracterizado pelo oprimido, sempre em um beco sem saída, sem opções para agir.
Contudo a democracia deu a nós cidadãos, meros mortais, a possibilidade de exercer um controle externo sobre o Estado, o controle social. Claro que esta singela e poderosa ferramenta é subutilizada e por motivo claro: é necessário conhecimento. Caso um cidadão queira exercer o seu direito de reclamar do Estado ele precisa, obrigatoriamente, ter um conhecimento mínimo de diversas áreas. Todavia, nem o controle social, nem o apoio à disseminação de conhecimento caem no gosto daqueles governantes, afinal quem gostaria de uma pedrinha no sapato?
Nós, a "gente diferenciada", devemos nos contentar com um ensino público precário -para não dizer inexistente-, informações manipuladas e superficiais divulgadas na mídia e, como cereja do bolo, devemos nos contentar com nossos representantes! Que eleitos por nós, em alguns casos estão "se lixando para opinião pública", ou que nem ao menos sabem sua função como nosso representante.
A escolha por um representante é um processo sério, pois por quatro anos nosso escolhido lutará, teoricamente, por nossos ideias. Seja o voto de protesto, o voto ideológico ou o voto por afinidade, mas que seja ao menos um voto consciente.
Incito a nós, cidadãos, pessoas comuns, meros mortais a fazermos duas coisas: lembrar em quem votamos e votar em quem acreditamos!
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